São Sebastião - Santo e Mártir

Submetido por merlin em 2008-06-26 01:53:04 com as tags .
Sebastião chegou rapidamente ao posto de oficial, sua forte personalidade conquistou a confiança do imperador, que o nomeou para a sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana. Aproveitando-se do seu posto, Sebastião visitava os cristão que estavam presos e prestava-lhes assistência espiritual e humanitária. Um soldado denunciou-o ao imperador, acusando-o de ser cristão, o equivalente a traidor, uma vez que os cristão eram tidos como traidores do Império Romano e jogados na arena para serem devorados pelas feras ou mortos pelos gladiadores.

São Sebastião (256-286 dC.) nasceu na cidade de Narbona (França) e foi criado em Milão (Itália). Foi baptizado ainda criança recebendo educação cristã. Por volta do ano 283 alistou-se no exército romano, que segundo Santo Ambrósio de Milão (340-397 dC.) o fez para puder ajudar os cristão que na época, sob o domínio dos imperadores Dioclesiano e Maximiniano, eram cruelmente perseguidos e martratados nas prisões romanas.

O imperador Dioclesiano, por lhe ter afeição, ainda tentou dissuadir Sebastião da sua fé, porém este, mantendo-se firme e defendendo a fé pela qual viu muitos de seus irmãos morrerem manteve-se irresoluto. Dioclesiano condenou-o à morte e ordenou que fosse executado com flechas. Sebastião foi levado, preso a um tronco e a sentença foi executada por soldado, que o julgaram morto, ou que acabaria por morrer em consequência das feridas, e que o deixaram.

Uma mulher cristã chamada Irene recolheu-o em sua casa e tratou das feridas. Recuperado, Sebastião decidiu apresentar-se novamente a Dioclesiano e chamar a sua atenção contra o tratamento dado aos cristão. O Imperador, estupefacto por vê-lo ainda vivo e a pregar a fé cristã, ordenou que fosse espancado até à morte.

O seu corpo foi lançado num esgoto de Roma, de onde foi posteriormente recuperado pelos cristão que lhe deram sepultura nas catacumbas romanas.

Um santo popular

Por ter sido martirizado nos primeiros séculos do cristianismo, a devoção a São Sebastião é bastante difundida nos países europeus e do Oriente próximo.

Quatro séculos após a sua morte, junto ao seu túmulo na via Ápia, o imperador Constantino mandou construir uma Basílica que guarda até hoje os restos mortais do santo, e que se tornou num local de grande peregrinação.
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